sábado, 31 de dezembro de 2011
Modificação Ambiental Multimodal para Tratamento da Cistite Intersticial Felina
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Fisioterapia e Reabilitação no Paciente Felino*
Fisioterapia e Reabilitação do Paciente Felino
Fisioterapia e Reabilitação é um campo que vem crescendo rápido na medicina veterinária. Pacientes felinos na fisioterapia e reabilitação são ainda em número menor quando comparado com os cães. Esta pode ser uma consequência da falsa crença de que os gatos não são tratáveis com os métodos tradicionais de fisioterapia por causa do seu comportamento.
Exame clínico e fisioterápico
Antes de iniciar um programa de fisioterapia, um exame clínico completo deve ser realizado. Não se deve iniciar um programa de reabilitação sem o diagnóstico clínico. Convém salientar que mesmo o animal sendo encaminhado por um clínico geral ou ortopedista, se faz necessário o exame fisioterápico por parte do fisioterapeuta. Além disso, deve ser dada atenção importante para o exame físico e métodos de imagem para aprimorar ainda mais o diagnóstico.
- Condição muscular geral, simetria e tônus: Gatos mais velhos ou gatos que foram submetidos a tempo prolongado de imobilização, como gatos presos em gaiolas e com movimentos restritos, muitas vezes mostram atrofia e diminuição da força muscular. A massa muscular do gato pode ser medida com o auxílio de uma fita métrica, mas é de grande importância que se faça a medida de circunferência do membro sempre no mesmo local. Nos casos de distúrbios neurológicos, o tônus muscular pode estar diminuído ou aumentado. Espasmos musculares dolorosos que ocorrem secundariamente a distúrbios ortopédicos e neurológicos podem também ser detectados durante a avaliação.
- Amplitude de movimento passivo das articulações: É o meio mais confortável que uma articulação pode ser movida por meio de um fisioterapeuta sem resistência ou sinais de desconforto. A amplitude de movimento pode ser medida com um goniômetro.
Recomendações especiais quanto ao paciente felino na fisioterapia:
- Em geral, os gatos são menos tolerantes do que os cães e, portanto, é mais difícil de realizar exercícios com eles.
- Os gatos são relativamente impacientes e ficam rapidamente entediados. Portanto, o tempo de sessão deve ser o mais curto possível além de oferecer uma maior variedade de atividades.
- As características comportamentais dos gatos, como jogar e caçar, podem ser usadas para desenvolver exercícios ativos.
- Nem todos os tratamentos são tolerados por todos os gatos. Alguns gatos gostam de eletroterapia ou tratamento de ultrassom, outros não. Portanto, cada tratamento deve ser introduzido com cuidado para evitar lesões no paciente e terapeuta.
- Alguns gatos toleram a hidroterapia. No entanto, para a maioria dos gatos este procedimento causa estresse elevado e deve ser utilizado apenas como última opção.
Técnicas fisioterápicas
Massagem
A massagem tem sido comprovada como uma modalidade de tratamento eficaz em várias condições e é frequentemente recomendada para a reabilitação de pequenos animais. Existem diferentes técnicas de massagem descritas na literatura.
As massagem são indicadas para a melhoria dos espasmos musculares secundárias a lesões músculo-esqueléticas, aumentando o fluxo sanguíneo, aumentando a elasticidade dos tendões e ligamentos, melhora articulações e a função muscular, e evitar aderências do tecido após cirurgia.
Uso de Calor *
É útil nos casos de osteoartrite, dor devido a espondilartrose, lesões de disco ou outras doença da coluna vertebral, espasmos musculares, e para preservar tecidos, como músculos e tendões para o exercício.
Uso do Frio (Crioterapia)*
É útil para diminuir a dor, edema e processo inflamatório após cirurgia e exercícios e reduz o inchaço e dor aguda nos casos de osteoartrite, por exemplo.
*Nunca utilize as técnicas de calor ou frio sem recomendação veterinária, visto que existem contra- indicações para tais casos e tempos superiores ao recomendado podem causar queimaduras.
Ultrassom terapêutico
É comumente usado para aquecimento de tecidos profundos para melhorar a extensibilidade dos tecidos conjuntivos, para diminuir a dor e espasmos musculares, e para promover a cicatrização dos tecidos e melhorar a qualidade do tecido cicatricial.
No modo contínuo há uma predominância dos efeitos térmicos, sendo utilizado principalmente para aquecimento antes do alongamento do tecido. No modo pulsado os efeitos térmicos são mínimos, mas pode ocorrer uma variedade de efeitos com base na fase de reparação tecidual incluindo aceleração do processo inflamatório, maior proliferação de fibroblastos, resistência a tração etc.
É indicado para aumento da temperatura antes do alongamento, diminuição da dor, tratamento de tendinite calcificante e aceleração de processos de cicatrização de feridas em geral.
Laser Terapêutico
Os lasers terapêutico emitem, no máximo, 1mW (miliwatt) de energia; portanto, seus efeitos são biomoduladores e não-térmicos. As reações fotoquímicas geradas atuam no metabolismo celular. Podem ser utilizados próximo a fase aguda por não produzirem aumento de temperatura.
Suas principais indicações são cicatrização de feridas, tratamento de áreas com inflamação e edema, cicatrização tendínea, alívio da dor, além do tratamento de afecções osteoarticulares e lesões de nervo periférico.
Magnetoterapia
Geralmente são utilizados campos magnéticos pulsáteis: onde a forma de energia é obtida através de uma corrente elétrica que passa por um condutor em espiral, criando o campo magnético ao redor.
Esta terapia é indicada principalmente para tratamento de fraturas de difícil união (podendo ser usado mesmo na presença de gesso e implantes metálicos), pseudoartrose, artrodese que falharam, osteoartrose, tendinites, periostites, feridas crônicas, dentre outras patologias.
Eletroterapia
É uma modalidade fisioterápica útil e na maioria das vezes é possível em gatos, na verdade, muitos gatos gostam dessa modalidade. Os seus dois usos mais comuns utiliza a estimulação elétrica para fortalecimento muscular e controle de dor.
É indicado para controle de dor, melhoria de espasmos musculares, prevenção de atrofia muscular e fortalecimento muscular em geral.
Exercícios terapêuticos
É uma das partes mais importante no processo de reabilitação. O protocolo do programa de reabilitação depende das necessidades de cada paciente e deve assegurar que os exercícios podem ser realizados de forma segura sem o risco de agravar os sintomas. Os exercícios devem ser selecionados de acordo com a fase de reparação tecidual, e portanto, o fisioterapeuta deve entender da patologia subjacente, do progresso esperado e suas considerações biomecâmicas.
Geralmente os exercícios terapêuticos tem diversas metas nestas se incluem: melhoria da amplitude de movimento, aumento da massa muscular e força, condicionamento e resistência, uso dos membros, melhoria coordenação e propriocepção e melhora do desempenho e função diária.
Os exercícios mais comuns são a movimentação passiva, alongamento, Exercícios isométricos, brincadeiras com laser, brinquedos diversos e petiscos, exercícios de carrinho de mão e de dança.
Dentre as patologias mais conhecidas que podem ser recomendadas o emprego da fisioterapia se destacam a osteoartrite, controle da dor em geral (aguda ou crônica), ruptura de ligamento cruzado cranial, luxação de patela, displasia coxofemoral (principalmente nas raças conhecidamente predispostas como o Maine Coon), doença do disco intervertebral (hernia de disco), reabilitação ortopédica e neurológica, não uniões ósseas, cicatrização de feridas, dentre outras. Além disso, a fisioterapia pode ser aliada a exercícios em animais obesos para emagrecimento e usada em animais idosos para melhorar a qualidade de vida.
Cabe ressaltar que todo tratamento fisioterápico deve ser feito por profissionais habilitados visando o melhor protocolo para cada caso e observando com atenção as indicações e contra-indicações de cada método. Hoje em dia, com o avanço na medicina veterinária e com a crescente especialização dos profissionais podemos dispor aos animais uma maior longevidade e qualidade de vida.
*MV Alison André Ximenes Soares
Pós-graduando em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária pela UNIP/IBRA
Trabalha com Fisioterapia e Reabilitação em Pequenos Animais atendendo em domicílio e em clínicas particulares na cidade de Fortaleza-CE
Contato: (85) 9699-1547 – aa_xs@hotmail.com
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
*Enfermidade do Trato Urinário Inferior dos Felinos:Um guia para proprietários
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Cardiomiopatia Hipertrófica Felina-Quando e com quê tratar?
O tratamento é baseado principalmente em fármacos como diuréticos,inibidores de ECA,bloqueadores de cálcio,beta-bloqueadores e o uso de ácido acetilsalicílico,heparina,clopridogrel para a prevenção do tromboembolismo.Entretanto ,não há ainda um consenso dos reais benefícios de cada medicamento,em determinadas fases da doença,e principalmente se o tratamento consegue inibir o progresso da hipertrofia,aumentando a sobrevivência do paciente felino.
Um artigo muito interessante, publicado este ano(Rishniw,M. , Pion,D.P.),no Journal of Feline Medicine and Surgery,reuniu uma pesquisa feita nos Estados Unidos entre cardiologistas veterinários e não-cardiologistas,onde respondiam um questionamento de quando começavam a tratar a CMH,com quê, e porquê usavam determinada terapia.A doença foi dividida clinicamente em várias fases,em dois grupos:Doença Subclínica,apenas com murmúrio,com hipertrofia simétrica a assimétrica,de média a moderada do ventrículo esquerdo;e a Doença Clínica,com edema pulmonar,taquicardia e dispnéia,com alterações hipertróficas severas e a presença de trombos.
Nesse estudo,cerca de 50 a 70% tratam a enfermidade nas fases iniciais,quando há a presença de sopro e hipertrofia moderada.Os principais fármacos utilizados foram:Inibidores de ECA,bloqueadores de canais de cálcio e beta-bloqueadores,sendo que 27% destes tratam com mais de um fármaco.
Nas fases mais graves da doença subclínica,com um marcado aumento também de átrio esquerdo,a grande maioria(98%) já inicia a terapia,inclusive com medicação antitrombótica(84%),utilizando a aspirina(66%) ou o clopidogrel(33%).
Na doença clínica,com a sintomatologia clássica de dispneia,taquicardia e edema,o tratamento é prescrito por 100% dos entrevistados,onde foi prescrita rotineiramente a furosemida associada com um outro fármaco,onde 98% também prescreve uma terapia antitrombótica.
Os beta-bloqueadores foram os mais indicados em todas as fases da doença em comparação com os bloqueadores de canal de cálcio(diltiazen).
As principais fundamentações para a prescrição entre os entrevistados foram a prevenção do tromboembolismo(em todas as fases) e inibição da progressão da doença somente nas fases iniciais.
A maior parte dos clínicos justificam a prescrição do tratamento por experiência favorável com o protocolo no controle do progresso do quadro,pela recomendação de especialistas e consensos,pela extrapolação de estudos em outras espécies ou até por dar uma "satisfação" ao proprietário,devido à pressão dos mesmos.
O que observou-se também é que ,mesmo a maioria acreditando que a terapia pode ser benéfica nas fases iniciais,o tratamento mais agressivo,com associação de fármacos,só é instituído nas fases mais graves.
O tratamento deve ser iniciado de acordo com cada quadro ou animal acometido,devendo ser prescrito com critério,principalmente com ajuda do ecocardiograma.Deve-se ter em mente quais benefícios pode trazer a terapia e levar-se em conta a disponibilidade e a cooperação do proprietário,que é de fundamental importância.
Disponibilizo o artigo para os colegas,só me pedirem por email.Abraço!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Infecção por Tritrichomonas
Tritrichomonas foetus é um protozoário parasita intestinal,que pode causar quadros diarréicos severos em gatos.Muitas vezes com difícil e decepcionante tratamento.
