segunda-feira, 14 de julho de 2014
Corpo Estranho Linear
domingo, 14 de abril de 2013
O Gato e a Síndrome de Pandora
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Hiperglicemia em Gatos
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Uso do Meloxican em Felinos com Doenças Articulares.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Fisioterapia e Reabilitação no Paciente Felino*
Fisioterapia e Reabilitação do Paciente Felino
Fisioterapia e Reabilitação é um campo que vem crescendo rápido na medicina veterinária. Pacientes felinos na fisioterapia e reabilitação são ainda em número menor quando comparado com os cães. Esta pode ser uma consequência da falsa crença de que os gatos não são tratáveis com os métodos tradicionais de fisioterapia por causa do seu comportamento.
Exame clínico e fisioterápico
Antes de iniciar um programa de fisioterapia, um exame clínico completo deve ser realizado. Não se deve iniciar um programa de reabilitação sem o diagnóstico clínico. Convém salientar que mesmo o animal sendo encaminhado por um clínico geral ou ortopedista, se faz necessário o exame fisioterápico por parte do fisioterapeuta. Além disso, deve ser dada atenção importante para o exame físico e métodos de imagem para aprimorar ainda mais o diagnóstico.
- Condição muscular geral, simetria e tônus: Gatos mais velhos ou gatos que foram submetidos a tempo prolongado de imobilização, como gatos presos em gaiolas e com movimentos restritos, muitas vezes mostram atrofia e diminuição da força muscular. A massa muscular do gato pode ser medida com o auxílio de uma fita métrica, mas é de grande importância que se faça a medida de circunferência do membro sempre no mesmo local. Nos casos de distúrbios neurológicos, o tônus muscular pode estar diminuído ou aumentado. Espasmos musculares dolorosos que ocorrem secundariamente a distúrbios ortopédicos e neurológicos podem também ser detectados durante a avaliação.
- Amplitude de movimento passivo das articulações: É o meio mais confortável que uma articulação pode ser movida por meio de um fisioterapeuta sem resistência ou sinais de desconforto. A amplitude de movimento pode ser medida com um goniômetro.
Recomendações especiais quanto ao paciente felino na fisioterapia:
- Em geral, os gatos são menos tolerantes do que os cães e, portanto, é mais difícil de realizar exercícios com eles.
- Os gatos são relativamente impacientes e ficam rapidamente entediados. Portanto, o tempo de sessão deve ser o mais curto possível além de oferecer uma maior variedade de atividades.
- As características comportamentais dos gatos, como jogar e caçar, podem ser usadas para desenvolver exercícios ativos.
- Nem todos os tratamentos são tolerados por todos os gatos. Alguns gatos gostam de eletroterapia ou tratamento de ultrassom, outros não. Portanto, cada tratamento deve ser introduzido com cuidado para evitar lesões no paciente e terapeuta.
- Alguns gatos toleram a hidroterapia. No entanto, para a maioria dos gatos este procedimento causa estresse elevado e deve ser utilizado apenas como última opção.
Técnicas fisioterápicas
Massagem
A massagem tem sido comprovada como uma modalidade de tratamento eficaz em várias condições e é frequentemente recomendada para a reabilitação de pequenos animais. Existem diferentes técnicas de massagem descritas na literatura.
As massagem são indicadas para a melhoria dos espasmos musculares secundárias a lesões músculo-esqueléticas, aumentando o fluxo sanguíneo, aumentando a elasticidade dos tendões e ligamentos, melhora articulações e a função muscular, e evitar aderências do tecido após cirurgia.
Uso de Calor *
É útil nos casos de osteoartrite, dor devido a espondilartrose, lesões de disco ou outras doença da coluna vertebral, espasmos musculares, e para preservar tecidos, como músculos e tendões para o exercício.
Uso do Frio (Crioterapia)*
É útil para diminuir a dor, edema e processo inflamatório após cirurgia e exercícios e reduz o inchaço e dor aguda nos casos de osteoartrite, por exemplo.
*Nunca utilize as técnicas de calor ou frio sem recomendação veterinária, visto que existem contra- indicações para tais casos e tempos superiores ao recomendado podem causar queimaduras.
Ultrassom terapêutico
É comumente usado para aquecimento de tecidos profundos para melhorar a extensibilidade dos tecidos conjuntivos, para diminuir a dor e espasmos musculares, e para promover a cicatrização dos tecidos e melhorar a qualidade do tecido cicatricial.
No modo contínuo há uma predominância dos efeitos térmicos, sendo utilizado principalmente para aquecimento antes do alongamento do tecido. No modo pulsado os efeitos térmicos são mínimos, mas pode ocorrer uma variedade de efeitos com base na fase de reparação tecidual incluindo aceleração do processo inflamatório, maior proliferação de fibroblastos, resistência a tração etc.
É indicado para aumento da temperatura antes do alongamento, diminuição da dor, tratamento de tendinite calcificante e aceleração de processos de cicatrização de feridas em geral.
Laser Terapêutico
Os lasers terapêutico emitem, no máximo, 1mW (miliwatt) de energia; portanto, seus efeitos são biomoduladores e não-térmicos. As reações fotoquímicas geradas atuam no metabolismo celular. Podem ser utilizados próximo a fase aguda por não produzirem aumento de temperatura.
Suas principais indicações são cicatrização de feridas, tratamento de áreas com inflamação e edema, cicatrização tendínea, alívio da dor, além do tratamento de afecções osteoarticulares e lesões de nervo periférico.
Magnetoterapia
Geralmente são utilizados campos magnéticos pulsáteis: onde a forma de energia é obtida através de uma corrente elétrica que passa por um condutor em espiral, criando o campo magnético ao redor.
Esta terapia é indicada principalmente para tratamento de fraturas de difícil união (podendo ser usado mesmo na presença de gesso e implantes metálicos), pseudoartrose, artrodese que falharam, osteoartrose, tendinites, periostites, feridas crônicas, dentre outras patologias.
Eletroterapia
É uma modalidade fisioterápica útil e na maioria das vezes é possível em gatos, na verdade, muitos gatos gostam dessa modalidade. Os seus dois usos mais comuns utiliza a estimulação elétrica para fortalecimento muscular e controle de dor.
É indicado para controle de dor, melhoria de espasmos musculares, prevenção de atrofia muscular e fortalecimento muscular em geral.
Exercícios terapêuticos
É uma das partes mais importante no processo de reabilitação. O protocolo do programa de reabilitação depende das necessidades de cada paciente e deve assegurar que os exercícios podem ser realizados de forma segura sem o risco de agravar os sintomas. Os exercícios devem ser selecionados de acordo com a fase de reparação tecidual, e portanto, o fisioterapeuta deve entender da patologia subjacente, do progresso esperado e suas considerações biomecâmicas.
Geralmente os exercícios terapêuticos tem diversas metas nestas se incluem: melhoria da amplitude de movimento, aumento da massa muscular e força, condicionamento e resistência, uso dos membros, melhoria coordenação e propriocepção e melhora do desempenho e função diária.
Os exercícios mais comuns são a movimentação passiva, alongamento, Exercícios isométricos, brincadeiras com laser, brinquedos diversos e petiscos, exercícios de carrinho de mão e de dança.
Dentre as patologias mais conhecidas que podem ser recomendadas o emprego da fisioterapia se destacam a osteoartrite, controle da dor em geral (aguda ou crônica), ruptura de ligamento cruzado cranial, luxação de patela, displasia coxofemoral (principalmente nas raças conhecidamente predispostas como o Maine Coon), doença do disco intervertebral (hernia de disco), reabilitação ortopédica e neurológica, não uniões ósseas, cicatrização de feridas, dentre outras. Além disso, a fisioterapia pode ser aliada a exercícios em animais obesos para emagrecimento e usada em animais idosos para melhorar a qualidade de vida.
Cabe ressaltar que todo tratamento fisioterápico deve ser feito por profissionais habilitados visando o melhor protocolo para cada caso e observando com atenção as indicações e contra-indicações de cada método. Hoje em dia, com o avanço na medicina veterinária e com a crescente especialização dos profissionais podemos dispor aos animais uma maior longevidade e qualidade de vida.
*MV Alison André Ximenes Soares
Pós-graduando em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária pela UNIP/IBRA
Trabalha com Fisioterapia e Reabilitação em Pequenos Animais atendendo em domicílio e em clínicas particulares na cidade de Fortaleza-CE
Contato: (85) 9699-1547 – aa_xs@hotmail.com
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Vacinação em Felinos
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Piotórax
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
FLUTD:O ABC do Felino Obstruído

Sabemos que a doença do trato urinário inferior dos felinos possui várias etiologias,mas o quadro emergencial é bem característico e comum.
Entretanto,a primeira lembrança deve ser o ABC de emergência:"A" de ar(via aérea patente),"B"(boa respiração) e "C'(circulação).Rapidamente os parâmetros vitais devem ser verificados como a coloração das mucosas,a frequência cardio-respiratória e pulso.O animal deve receber oxigênio direto via máscara,tenda com um colar-elizabetano ou em uma câmara.
A fluidoterapia deve ser instituída prontamente,indica-se normalmente a solução fisiólogica ou ringer-lactato para a ressuscitação,aumentando a perfusão renal.O ideal é que o paciente seja acompanhado por eletrocardiógrafo e aferição de pressão central,evitando assim uma sobrecarga de fluido e íons.
O próximo procedimento, que é de suma importância,consiste na cistocentese,que deve ser feita antes de qualquer manobra de desobstrução uretral.O método é simples e dificilmente acarreta complicações,em vista que a bexiga nesses casos é facilmente palpável.Somente com a retirada desta urina represada na vesícula e com a soroterapia bem assistida,podemos salvar a vida de um felino obstruído,por que assim damos condições de os rins voltarem a "funcionar",diminuindo os danos da azotemia pós-renal outrora instalada.
Concluindo-se esta primeira etapa emergencial,podemos preparar a sondagem vesical.Para isso nosso paciente deve estar sedado ou anestesiado superficialmente,nunca deve-se tentar esse procedimento "a força",somente com contensão física,jamais!Pois a chance de perfuração e laceração uretral e peniana é grande.O proporfol é muito bem recomendado,mas pode-se utilizar anestésicos voláteis e dissociativos em doses mínimas.
O processo deve ser o mais asséptico possível,lavando-se previamente a região com soluções degermantes e usando-se luvas estéreis,diminuindo-se o risco de infecções urinárias iatrogênicas.O procedimento deve ser feito com cautela e paciência,não é necessário usar de força.Uma massagem na uretra peniana é importante,a maioria das obstruções ocorrem nessa área,podendo assim facilitar o desalojamento de tampões.Com um gel lubrificante a base de água,introduz-se a sonda gradativamente,o pênis deve ser extendido em direção caudal para que fique paralelo ao eixo da coluna vertebral,para assim diminuir a curvatura normal da uretra felina.Sentindo-se resistência,injetamos solução salina para a remoção de microcálculos e/ou plugs.
Na maioria dos casos,a sonda deve ser fixada.Dependendo do quadro de estrangúria,ela pode permanecer por até 48 horas.Durante este período a bexiga deve ser" lavada" com solução salina.É necessário que no período de pós-obstrução a fluidoterapia seja continuada ,com o cuidado de acrescentar o cloreto de potássio às soluções,combatendo à hipocalemia pós-obstrutiva.
Nos casos em que a sondagem não logrou éxito,a cistocentese pode ser repetida até duas vezes por dia,por no máximo 3 dias,até que que a manobra definitiva, cirúrgica ou não,possa ser realizada.
O controle da dor é fundamental,o Tramadol é muito bem utilizado.Cuidado com os anti-inflamatórios não esteróides,é muito perigoso usá-los em gatos obstruídos devido à debilidade da função renal.O ideal que se espere alguns dias para entrar com um protocolo à base de DAINES,caso necessário.Corticóides como a prednisona ,podem ajudar em casos de extrema inflamação uretral e estenose,entretando também podem piorar o quadro de disfunção renal e predispor o animal à infecções urinárias oportunistas,um gato enquanto sondado não pode receber corticóide.
Os antibióticos foram muito usados antigamente,mas atualmente sabemos que apenas 2% dos casos de FLUTD são devidos à infecções,comumente a urina é asséptica.A hematúria é devido a inflamação e a vasodilatação na mucosa da bexiga e não a processo infeccioso.Se o processo de sondagem foi com todos os cuidados de higiene ,não há motivos para a antibioticoterapia.Se houverem dúvidas em relação a isso,o recomendado é iniciar o fármaco depois da retirada da sonda,podendo-se basear em um resultado de cultura urinária.
Sabemos que todos nós poderemos ter vivências diferenciadas,com protocolos distintos e opiniões diversas.Mesmo não seguindo-se os guias(guideliness)recomendados pelos inúmeros estudos podemos ainda salvar vidas,porém,se os seguimos salvaremos muito mais!
O importante é conhecer também a multifatorialidade desta síndrome,sabermos as etiologias possíveis e investigar cada caso,trabalhando com a anamnese,exame clínico,laboratoriais e de imagens.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Informações para Proprietários:Guia do Felino Geriátrico
A idade considerada geriátrica em gatos é a partir de 8 a 10 anos,onde as principais mudanças podem ocorrer.As afecções geralmente são crônicas e progressivas,com inícios sutis.Mesmo podendo ser simultâneas e múltiplas,separaremos para uma melhor compreensão:
*Alterações no Tegumento(pele) - Diminui a elasticidade,os pêlos ficam mais frágeis e opacos,geralmente o gato diminui o cuidado com a pelagem(grooming),o aspecto fica desgrenhado e até oleoso.Deve-se escová-los e ajudar na limpeza dos geriátricos.
*Alterações na cavidade oral - Os problemas dentários e bucais em gatos idosos são bastante comuns,podendo levar à grandes desconfortos até à falta de apetite total.Inflamações nas gengivas e reabsorção dentária são esperadas.Geralmente o animal reluta em abrir a boca e baba bastante quando tenta se alimentar,além de uma halitose bem característica.O recomendado é o condicionamento desde de filhote a escovação diária da dentição,prevenindo em grande parte estas afecções.
*Problemas Nutricionais - A maioria dos gatos senis diminuem o apetite,além de serem mais seletivos,por perderem um pouco da sensibilidade do seu olfato e paladar.Assim,a ração deve ser especial,com proteínas de alta qualidade,boa porção de fibras , um conteúdo mineral bem equilibrado e de alta palatabilidade.Pode ocorrer também a obesidade,cada vez mais comum,no caso da ingestão de alimentos inadequados e de alto teor calórico,associando-se com o sedentarismo,o que pode predispor a vários outras enfermidades.O ideal é fornecer uma ração para gatos "seniors", seguindo a quantidade diária recomendada,além de estimular o felino para jogos,sempre enriquecendo seu ambiente.
*Alterações Cardiovasculares - Pode ocorrer um aumento da pressão arterial,comumente devido à disfunções hormonais ou renais.O coração pode aumentar de tamanho com a idade,mas nem sempre associa-se com doenças.Mais uma vez a alimentação com ração de qualidade é importante,pois um aminoácido chamado Taurina é essencial para o bom funcionamento do coração,e só pode ser adquirido pelo alimento.
*Problemas Articulares - Já são bem conhecidos processos degenerativos das articulações no decorrer da idade,devido principalmente à diminuição da produção de colágeno e sulfato de condroitina.Os sintomas podem ser imperceptíveis,por causa da natureza felina e pela própria baixa atividade física na idade mais avançada.Mas disfunções como diabetes e obesidade podem agravar o quadro.Em casos mais graves,o gato pode deixar de procurar a liteira,devido à dor,eliminando seus dejetos em qualquer lugar mais acessível.
*Disfunções Hormonais - Hipertireoidismo: É a doença hormonal mais comum nos gatos.Alterações no apetite(aumento),atividade aumentada,ansiedade,agressividade,marcação territorial por urina ou fezes aumentada,emagrecimento,aumento da ingestão de água,pelame de má qualidade,diarréia e vômitos podem ocorrer.É importante a dosagem de T4 para o diagnóstico precoce,evitando-se maiores danos,principalmente a nível de coração e rins.
Diabetes Melito:Bastante associada à obesidade,o que aumenta a resistência das células à insulina.Os principais sintomas é também o aumento do consumo de alimento e água,emagrecimento,aumento da micção e problemas articulares.
*Problemas Renais - Alterações como diminuição do tamanho,diminuição da taxa de filtração e do fluxo sanguíneo são comuns e progressivas.É importantíssimo ter este conhecimento,principalmente antes da administração de medicamentos.Os exames específicos devem ser feitos o mais cedo possível,no máximo a partir de 10 anos,e repetidos frequentemente.
*Problemas Hepáticos - O fígado felino têm várias particularidades comparando-se com outros animais,e no gato geriátrico,ele deve ser tratado com muito mais carinho.Existem enfermidades inflamatórias típicas desta idade.Sintomas como vômitos frequentes,emagrecimento,falta de apetite e pele amarelada podem ser vistos.As dosagens periódicas das enzimas hepáticas podem facilitar o tratamento.
*Distúrbios Comportamentais - É importante diferenciar alterações comportamentais propriamente ditas das afecções orgânicas.Às vezes,a micção fora da caixa-de-areia pode ser devido à alterações no ambiente, que causam estresse no felino,assim como doenças do trato urinário inferior ou até hormonais,podem causar sintomas parecidos.
Há descrição de depressão felina,com sinais de mudança comportamental,como a falta de sono,confusão mental,deambulação e miados desesperados.Podendo também acontecer eliminações inapropriadas ou até ingestão de corpos estranhos.Novamente o veterinário irá descartar doenças em outros sistemas orgânicos,antes de estabelecer um tratamento.
O proprietário deve iniciar o programa geriátrico entre a idade de 8 a 10 anos de seu gato.As visitas ao veterinário deverão ser preferencialmente a cada 6 meses,incluindo:
#História comportamental;
#Exame físico completo;
#Medição de peso corporal;
#Ausculta cardiorespiratória;
#Hemograma Completo;
#Níveis séricos de creatinina,potássio,fósforo,cálcio,glicose,ALT,FA,GGT,T4;
#Aferição de pressão arterial;
#Urinálise.
Finalmente,sabemos que as mudanças físicas,clínicas e comportamentais são inevitáveis na senilidade.No entanto,JAMAIS A VELHICE SERÁ SINÕNIMO DE DOENÇA,com prevenção e tratamento prévio,a expectativa e a qualidade de vida de nossos animais sempre será maior.
Abraço!


