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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Corpo Estranho Linear

Reginaldo Pereira

" Os opostos se distanciam um do outro, não por linha reta, mas em um círculo e, por isso, os extremos sempre se tocam e se tornam iguais."  José Pedro Andreet

   A grande seletividade nutricional dos gatos e sua cuidadosa mastigação tornam esses animais menos predispostos a ingestão de corpo estranho. No entanto, a ingestão de corpo estranho linear, que se classificam como pedaços de barbante, linhas de costura, pano e fio dental, são mais comumente visto nessa espécie podendo ser classificado como um distúrbio comportamental.


Como se desenvolve?


   A ingestão de corpo estranho linear acontece mais facilmente em gatos do que em cachorros, pois a medida que eles mastigam ou brincam com pedaços de lã, fio ou qualquer outro corpo estranho linear, as papilas presentes na língua dificultam a expulsão do material, portanto acabam engolindo-o. É comum que nos primeiros dias uma parte do objeto fique preso na base da língua ou no piloro e o restante se desloque para o interior do intestino. A medida que as ondas peristálticas se acentuam o objeto tenta avançar no trato gastrointestinal e pode acabar causando obstrução parcial ou total, laceração da mucosa gastrointestinal com posterior peritonite e intussucepção.


Sinais clínicos


   Os sinais clínicos dependem da localização do tempo e da integridade vascular do segmento envolvido, no entanto sinais como anorexia, disfagia, odinofagia, regurgitação, dispnéia, vômitos, inquietação, letargia são os mais comuns, podendo , ainda,ter o risco de ruptura gastrointestinal, peritonite e morte.


Diagnóstico


   A anamnese, os sinais clínicos e o exame físico bem apurado podem levar a um bom diagnóstico, principalmente em casos que o corpo estranho seja palpável, no entanto estes devem ser associados aos exames de imagem do trato gatrointestinal, como radiografia, ultra-sonografia e endoscopia, que permitem uma maior precisão, já que muitas vezes determinam o local, a causa da lesão e a gravidade do processo. No exame radiográfico contrastado e na ultrassonografia pode-se ver o intenso pregueamento intestinal, com um aspecto de “colar- de- pérolas” na imagem, o que é patognomônico.


Tratamento


   O tratamento varia de acordo com o estado do animal, podendo ser conservador em casos recentes de ingestão em que o corpo estranho ainda esteja preso na base da língua, sendo nesses casos indicado o corte do objeto e monitoramento para certificar-se da sua passagem pelo intestino sem maiores dificuldades. É importante salientar que não é recomendado puxar o corpo- estranho linear, pois a chance de laceração e lesão gastrointestinal é grande. A retirada deste através da endoscopia também é uma alternativa. O procedimento cirúrgico, como gastrotomia e ou enterotomia é indicado caso não seja observado melhora dos sinais clínicos. Casos que são diagnosticado um distúrbio comportamental é necessário além do procedimento cirúrgico mudanças nos hábitos alimentares, comportamentais e até mesmo uso de medicamentos.


Prognóstico


   O prognóstico depende do conteúdo ingerido e do grau de acometimento do animal, podendo ser classificado como bom, caso não haja peritonite séptica grave ou se não houver necessidade de uma extração intestinal maciça, sendo estes casos mais relatados em gatos que em cães.


domingo, 14 de abril de 2013

O Gato e a Síndrome de Pandora


   A Caixa de Pandora, de acordo com a mitologia grega, era um artefato, na verdade um jarro, que continha todos os males do mundo. A mesma foi confiada à Pandora, por seu pai, Zeus, com uma condição de jamais abrí-la. Numa crise de curiosidade, Pandora desobedeceu e ao abrir a Caixa libertou todos os malogros existentes, como ódio, inveja, raiva e desamor. Mas o que os nossos felinos têm a ver com essa história?

   Longe de os gatos representarem os males do mundo,  pois sabemos o quanto nos fazem bem. Na realidade essa Síndrome é uma analogia a constelação de sinais e distúrbios do gato que sofre de Doença do Trato Urinário Inferior, com a Caixa, enigmática, que parecia esconder todos os malogros possíveis.

   Gatos acometidos pela Doença do Trato Urinário Inferior podem também apresentar sinais de comorbidades, sendo comuns: Dermatites psicogênicas, distúrbios neurológicos, endócrinos e comportamentais. Acredita-se que assim, estes animais podem sofrer de um “mal” muito mais amplo e pouco compreendido, ou seja, a Síndrome de Pandora.

   Sabe-se realmente, que  há fatores comuns que causam ou predispõem os gatos a estas enfermidades; Como a obesidade, o sedentarismo e a super-população. Animais que convivem em situações de estresse constante, em atrito com outros indivíduos ,ambientes pequenos, pouca atividade física, são condições predisponentes a estas morbidades, que muitas vezes vêm associadas.

   Assim como o mito de Pandora, em que a Esperança permaneceu no fundo da Caixa, há também bonança para estes pacientes que sofrem destes males. A modificação  multimodal do ambiente é fundamental para a recuperação destes animais. O enriquecimento do local aonde vivem podem resolver a quase cem por cento a sintomatologia, mesmo sem o uso de fármacos. Prover o animal de esconderijos, brinquedos, jogos e estímulos, favorece a diminuição de estresse, protegendo-os do efeito “colateral” do Sistema Nervoso Simpático.

   É importante que o clínico veterinário e o proprietário entendam que  a Cistite no paciente felino é multifatorial. Com uma visão” holística”, poderemos detectar os fatores desencadeantes e consequentemente tratar melhor nossos pacientes.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Hiperglicemia em Gatos

    A hiperglicemia  é uma alteração comum na clínica de felinos.Sabe-se que eventos estressantes associados a procedimentos clínicos,como coleta de exames,internamentos e consultas,tornam o felino hiperglicêmico momentaneamente.A liberação de noradrenalina e ativação do sistema nervoso simpático podem até mesmo proporcionar uma glicosúria.Devendo assim,o clínico ficar alerta para não cometer erros no diagnóstico e tratamento do paciente.
       O metabolismo do felino o diferencia totalmente dos outros animais domésticos.Gatos são carnívoros verdadeiros,e assim,não conseguem metabolizar com habilidade a glicose.Possuem uma atividade mínima da enzima hepática chamada Glicoquinase,que é responsável pela fosforilação da glicose no fígado.Além disso têm uma atividade mínima da Glicogênio-sintetase,portanto não conseguem converter perfeitamente a glicose em glicogênio,sendo mais susceptíveis  à hiperglicemia,possuindo assim,uma dificuldade em controlar a mesma.
       Interessantemente,gatos anoréxicos geralmente também estão em hiperglicemia.Fatores inflamatórios,como interleucinas,citocinas,fator de necrose tumoral,inibem a ação da insulina.Portanto,é muito comum em gatos hospitalizados,quadros de hiperglicemia.Embora este evento seja comum também em cães e   em humanos,acredita-se que em felinos ocorra muito mais.
       Alguns importantes estudos já foram publicados relatando a prevalência e a significância da hiperglicemia em gatos hospitalizados.Em um trabalho mais recente,Ray et al(2009),relatou  que em um grupo de 182 gatos internados devido a causas variadas,64,8% encontravam-se em hiperglicemia,e que os mesmos tiveram um período de hospitalização muito maior,em comparação aos normoglicêmicos.Dentre os óbitos,66,7% também eram hiperglicêmicos,o que demonstra a relevância do estado glicêmico no prognóstico do felino enfermo.Percebeu-se também que 93,7% dos gatos em estado febril estavam hiperglicêmicos,o que é justificado pela interferência dos mediadores inflamatórios no controle glicêmico.
           O que o clínico veterinário deve saber,diante da comum hiperglicemia no gato,é que NÃO se deve administrar fluidos ricos em glicose no paciente felino,principalmente em estados anoréxicos e críticos.O que menos o felino precisa neste momento é de glicose,já que não têm as condições necessárias para "lidar" com esta.A pronta e assistida hidratação,associada à alimentação enteral é o recomendado para essas situações.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Uso do Meloxican em Felinos com Doenças Articulares.






          As Doenças Articulares Degenerativas(DAD's) são quase sempre subdiagnosticadas em gatos.Osteoartrites de articulações apendiculares e degenerações de discos intervertebrais são muito mais comuns em felinos do que se diagnosticam no dia-a-dia da clínica.Um estudo retrospectivo com 100 gatos com mais de 12 anos de idade(com a média de 15 anos) foi demonstrado que  em 90% destes, haviam sinais radiográficos de DAD,principalmente osteoartrite(HARDIE et al,2002).Em outro trabalho,foi encontrado evidências de DAD em 67% de felinos necropsiados com média de idade de 10,5 anos(READ et al,1968).Em artigo mais recente(LASCELLES et al, 2010),foi evidenciado sinais radiográfico de DAD em pelo menos uma articulação,em  91% dos gatos de um grupo com a faxa etária de 6 meses a 20 anos.
                    Acredita-se que o estilo de vida e comportamento do felino,dificultem o diagnóstico da doença articular degenerativa,pois é uma espécie que "esconde" mais os sinais,comparativamente com o cão.Entretanto,determinadas mudanças podem ser notadas pelo proprietário e repassadas ao clínico: dificuldade ou relutância em pular e subir móveis,claudicação,diminuição do "grooming",dor à manipulação,diminuição da defecação,hipoanorexia,são sinais que podem ser observados.
                   Estas condições determinam um impacto considerável na vida do felino geriátrico,assim um controle dessas alterações,principalmente o controle  a longo prazo da dor ,é muito importante para a melhora substancial da qualidade de vida do nosso paciente.Porém,o uso de antiinflamatórios,principalmente os não-esteroidais(DAINES),devem ser instituído com extrema cautela em gatos mais idosos,pois geralmente os problemas articulares coexistem com as disfunções renais,comuns nos felinos desta idade.
                   O meloxican têm sido utilizado em diversas pesquisas para o tratamento a longo prazo da DAD,com a prescrição de doses mínimas,durante longos períodos,mesmo em felinos nefropatas.Um estudo bem atual e interesssante(GOWAN et al ,2011),utilizou cerca de 214 gatos,com mais de 7 anos,com pelo menos duas das seguintes evidências de DAD: Diminuição da habilidade em pular; Achados físicos,como dor,crepitação ou efusão articular e/ou achados radiográficos sugestivos. Foram divididos em quatro grupos: Animais com insuficiência renal em tratamento com meloxican,animais sem insuficiência renal em tratamento com meloxican e dois grupos controles,tanto de nefropatas como normais,sem tratamento com meloxican.A dose utilizada nos gatos tratados foi de 0,02mg/kg SID,por mais de 6 meses.
                       Os proprietários foram educados a dar o medicamento sempre com alimento ou após refeição,e não continuar o tratamento em casos de vômitos,diarréia e desidratação.Todos os gatos foram examinados e acompanhados periodicamente através de avaliação física,escore corporal e hidratação;perfil bioquímico sérico e urinálise,com estadiamento pela creatinina sérica e densidade urinária.Os resultados foram bastante interessantes,não sendo detectado nenhum efeito deletério do meloxican nestes animais,mesmo nos doentes renais.Até mesmo a média da creatinina sérica no grupo de nefropatas tratados com o fármaco ,foi menor do que a média do grupo dos nefropatas que não receberam o medicamento. 
                           Há duas hipóteses para o efeito benéfico do meloxican nestes casos: primeiramente a excreção predominantemente fecal do mesmo(cerca de 80%) e a segunda,que acredita-se que a inflamação crônica do interstício renal pode ser reduzida com o seu uso,mas que precisa de maiores estudos para a comprovação.
                     Finalmente,a prescrição criteriosa do meloxican,a longo prazo,para o controle das dores e doenças degenerativas articulares dos felinos,demonstra-se ser segura,desde que o animal esteja normohidratado,normotenso e com comorbidades monitoradas.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fisioterapia e Reabilitação no Paciente Felino*


Fisioterapia e Reabilitação do Paciente Felino

Fisioterapia e Reabilitação é um campo que vem crescendo rápido na medicina veterinária. Pacientes felinos na fisioterapia e reabilitação são ainda em número menor quando comparado com os cães. Esta pode ser uma consequência da falsa crença de que os gatos não são tratáveis com os métodos tradicionais de fisioterapia por causa do seu comportamento.

Exame clínico e fisioterápico

Antes de iniciar um programa de fisioterapia, um exame clínico completo deve ser realizado. Não se deve iniciar um programa de reabilitação sem o diagnóstico clínico. Convém salientar que mesmo o animal sendo encaminhado por um clínico geral ou ortopedista, se faz necessário o exame fisioterápico por parte do fisioterapeuta. Além disso, deve ser dada atenção importante para o exame físico e métodos de imagem para aprimorar ainda mais o diagnóstico.

- Condição muscular geral, simetria e tônus: Gatos mais velhos ou gatos que foram submetidos a tempo prolongado de imobilização, como gatos presos em gaiolas e com movimentos restritos, muitas vezes mostram atrofia e diminuição da força muscular. A massa muscular do gato pode ser medida com o auxílio de uma fita métrica, mas é de grande importância que se faça a medida de circunferência do membro sempre no mesmo local. Nos casos de distúrbios neurológicos, o tônus muscular pode estar diminuído ou aumentado. Espasmos musculares dolorosos que ocorrem secundariamente a distúrbios ortopédicos e neurológicos podem também ser detectados durante a avaliação.

- Amplitude de movimento passivo das articulações: É o meio mais confortável que uma articulação pode ser movida por meio de um fisioterapeuta sem resistência ou sinais de desconforto. A amplitude de movimento pode ser medida com um goniômetro.

Recomendações especiais quanto ao paciente felino na fisioterapia:

- Em geral, os gatos são menos tolerantes do que os cães e, portanto, é mais difícil de realizar exercícios com eles.

- Os gatos são relativamente impacientes e ficam rapidamente entediados. Portanto, o tempo de sessão deve ser o mais curto possível além de oferecer uma maior variedade de atividades.

- As características comportamentais dos gatos, como jogar e caçar, podem ser usadas para desenvolver exercícios ativos.

- Nem todos os tratamentos são tolerados por todos os gatos. Alguns gatos gostam de eletroterapia ou tratamento de ultrassom, outros não. Portanto, cada tratamento deve ser introduzido com cuidado para evitar lesões no paciente e terapeuta.

- Alguns gatos toleram a hidroterapia. No entanto, para a maioria dos gatos este procedimento causa estresse elevado e deve ser utilizado apenas como última opção.

Técnicas fisioterápicas

Massagem

A massagem tem sido comprovada como uma modalidade de tratamento eficaz em várias condições e é frequentemente recomendada para a reabilitação de pequenos animais. Existem diferentes técnicas de massagem descritas na literatura.

As massagem são indicadas para a melhoria dos espasmos musculares secundárias a lesões músculo-esqueléticas, aumentando o fluxo sanguíneo, aumentando a elasticidade dos tendões e ligamentos, melhora articulações e a função muscular, e evitar aderências do tecido após cirurgia.

Uso de Calor *

É útil nos casos de osteoartrite, dor devido a espondilartrose, lesões de disco ou outras doença da coluna vertebral, espasmos musculares, e para preservar tecidos, como músculos e tendões para o exercício.

Uso do Frio (Crioterapia)*

É útil para diminuir a dor, edema e processo inflamatório após cirurgia e exercícios e reduz o inchaço e dor aguda nos casos de osteoartrite, por exemplo.

*Nunca utilize as técnicas de calor ou frio sem recomendação veterinária, visto que existem contra- indicações para tais casos e tempos superiores ao recomendado podem causar queimaduras.

Ultrassom terapêutico

É comumente usado para aquecimento de tecidos profundos para melhorar a extensibilidade dos tecidos conjuntivos, para diminuir a dor e espasmos musculares, e para promover a cicatrização dos tecidos e melhorar a qualidade do tecido cicatricial.

No modo contínuo há uma predominância dos efeitos térmicos, sendo utilizado principalmente para aquecimento antes do alongamento do tecido. No modo pulsado os efeitos térmicos são mínimos, mas pode ocorrer uma variedade de efeitos com base na fase de reparação tecidual incluindo aceleração do processo inflamatório, maior proliferação de fibroblastos, resistência a tração etc.

É indicado para aumento da temperatura antes do alongamento, diminuição da dor, tratamento de tendinite calcificante e aceleração de processos de cicatrização de feridas em geral.

Laser Terapêutico

Os lasers terapêutico emitem, no máximo, 1mW (miliwatt) de energia; portanto, seus efeitos são biomoduladores e não-térmicos. As reações fotoquímicas geradas atuam no metabolismo celular. Podem ser utilizados próximo a fase aguda por não produzirem aumento de temperatura.

Suas principais indicações são cicatrização de feridas, tratamento de áreas com inflamação e edema, cicatrização tendínea, alívio da dor, além do tratamento de afecções osteoarticulares e lesões de nervo periférico.

Magnetoterapia

Geralmente são utilizados campos magnéticos pulsáteis: onde a forma de energia é obtida através de uma corrente elétrica que passa por um condutor em espiral, criando o campo magnético ao redor.

Esta terapia é indicada principalmente para tratamento de fraturas de difícil união (podendo ser usado mesmo na presença de gesso e implantes metálicos), pseudoartrose, artrodese que falharam, osteoartrose, tendinites, periostites, feridas crônicas, dentre outras patologias.

Eletroterapia

É uma modalidade fisioterápica útil e na maioria das vezes é possível em gatos, na verdade, muitos gatos gostam dessa modalidade. Os seus dois usos mais comuns utiliza a estimulação elétrica para fortalecimento muscular e controle de dor.

É indicado para controle de dor, melhoria de espasmos musculares, prevenção de atrofia muscular e fortalecimento muscular em geral.

Exercícios terapêuticos

É uma das partes mais importante no processo de reabilitação. O protocolo do programa de reabilitação depende das necessidades de cada paciente e deve assegurar que os exercícios podem ser realizados de forma segura sem o risco de agravar os sintomas. Os exercícios devem ser selecionados de acordo com a fase de reparação tecidual, e portanto, o fisioterapeuta deve entender da patologia subjacente, do progresso esperado e suas considerações biomecâmicas.

Geralmente os exercícios terapêuticos tem diversas metas nestas se incluem: melhoria da amplitude de movimento, aumento da massa muscular e força, condicionamento e resistência, uso dos membros, melhoria coordenação e propriocepção e melhora do desempenho e função diária.

Os exercícios mais comuns são a movimentação passiva, alongamento, Exercícios isométricos, brincadeiras com laser, brinquedos diversos e petiscos, exercícios de carrinho de mão e de dança.

Dentre as patologias mais conhecidas que podem ser recomendadas o emprego da fisioterapia se destacam a osteoartrite, controle da dor em geral (aguda ou crônica), ruptura de ligamento cruzado cranial, luxação de patela, displasia coxofemoral (principalmente nas raças conhecidamente predispostas como o Maine Coon), doença do disco intervertebral (hernia de disco), reabilitação ortopédica e neurológica, não uniões ósseas, cicatrização de feridas, dentre outras. Além disso, a fisioterapia pode ser aliada a exercícios em animais obesos para emagrecimento e usada em animais idosos para melhorar a qualidade de vida.

Cabe ressaltar que todo tratamento fisioterápico deve ser feito por profissionais habilitados visando o melhor protocolo para cada caso e observando com atenção as indicações e contra-indicações de cada método. Hoje em dia, com o avanço na medicina veterinária e com a crescente especialização dos profissionais podemos dispor aos animais uma maior longevidade e qualidade de vida.

*MV Alison André Ximenes Soares

Pós-graduando em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária pela UNIP/IBRA

Trabalha com Fisioterapia e Reabilitação em Pequenos Animais atendendo em domicílio e em clínicas particulares na cidade de Fortaleza-CE

Contato: (85) 9699-1547 – aa_xs@hotmail.com

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vacinação em Felinos



Várias doenças infecciosas felinas tornaram-se pouco prevalentes devido à vacinação de filhotes e adultos susceptíveis.Assim como nos cães,não existe medicina preventiva eficaz se não houver um programa de imunização adequado ao felino.



É importante salientar que não existe fórmula,ou programa de vacinação universal.A imunização deve ser orientada ao paciente,de acordo com as condições em que vive e ao risco de exposição a patógenos.As vacinas polivalentes existem para facilitar à vida de nós veterinários,mas nem sempre é a ideal para todos os pacientes,principalmente porque as apresentações compostas aumentam o risco de efeitos colaterais.



Um felino que vive em apartamento,sozinho,sem contato com outros animais,com certeza não precisará de um mesmo programa de vacinação que um gato de abrigo,onde o desafio é completamente maior.



Geralmente recomenda-se iniciar a imunização com cerca de três meses de idade,período em que provavelmente não há mais interferência dos anticorpos maternos.Basicamente deve-se usar a vacina tríplice(contra calicivirose,rinotraqueíte e panleucopenia) e repetir com cerca de 30 dias.Se o animal conviver com muitos gatos,principlamente em ambientes mais fechados,pode-se usar a quádrupla(que possui adicionada a vacina contra clamidiose),porém esta ainda é discutida,devido à clamidiose não ser comum no dia-a-dia da clínica felina.Além de que os efeitos adversos são mais comuns,como febre,prostração,anorexia e dores.



A quíntupla, é opção para gatos de vida semi-interna,ou que tenham contato com animais vindo de fora do seu ambiente.O que difere da quádrupla é a inclusão da leucemia felina.Lembrando que o filhote deve ser testado para FIV/FeLV antes de ser vacinado.A antirábica é feita anualmente,a partir de quatro meses de idade.



Já existe no mercado brasileiro, há algum tempo,uma vacina contra a nova cepa de Calicivírus,que causa uma doença de alta mortalidade,mesmo em animais vacinados com a vacina comum.A recomendação já é utilizá-la,porque a doença quase sempre têm um prognóstico ruim.



O reforço das vacinas deve ser anual,embora mesmo alguns trabalhos já tenham demonstrado uma proteção boa após três anos da imunização,há uma maior segurança com as repetições anuais,principalmente em relação ao Herpesvírus,que costuma acometer mesmo os gatos vacinados.






Os felinos podem desenvolver neoplasias no locais de injeção.Não apenas por vacinas,mas qualquer medicação subcutânea.Assim,as áreas recomendadas para a aplicação são nas extremidades dos membros,de acordo com um diagrama próprio,para facilitar a identificação da vacina ou produto que causou,como também para ajudar no tratamento,que é cirúrgico principalmente.O risco é pequeno e os benefícios da vacinação são muito maiores.






segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Piotórax


Piotórax é uma afecção relativamente comum em felinos,e ocorre quando há uma coleção de líquido séptico na cavidade torácica.Geralmente devido ao diagnóstico tardio,quase sempre é um quadro emergencial que deve ser tratado com muito cuidado.

As causas mais comuns são infecções causadas por bactérias da flora oral,como Bacteroides sp,Fusobacterium sp,Peptostreptococcus sp e também Clostridium sp,Pasteurella multocida e Actinonomyces sp.Estas bactérias podem chegar à cavidade torácica por meio de aspiração,fazendo um processo de parapneumonia,aumentando a permeabilidade pleural,contaminando e proliferando-se no espaço pleural.E mais comumente por lesões traumáticas ou perfurocortantes,como mordidas,corpos estranhos ou acidentes.

Em alguns casos a disseminação pode ser por via hematógena ou linfática,provindo de outros tecidos mais distantes.

Outras bactérias podem ser encontradas na efusão séptica,como Escherichia coli,Klebsiella spp,Streptococcus sp,Staphylococcus sp,Proteus spp,Corynebacterium pyogenes,Nocardia spp,porém em menor frequência.

Animais não-castrados,principalmente machos de vida livre,são mais susceptíveis,devido à combates e ferimentos por mordeduras.Entretando,acredita-se que gatos de abrigos com alta densidade populacional também são mais predispostos,principalmente pela circulação de agentes virais do complexo respiratório felino,aumentando o risco de afecções respiratórias predisponentes, como pneumonias.

Pela capacidade do felino em "disfaçar" a disfunção respiratória,limitando sua atividade física,aumentando e compensando a sua capacidade respiratória,a sintomatologia só será notada tardiamente pelo proprietário.Cansaço,dispnéia inspiratória,apatia e anorexia,perda de peso,intolerância ao exercício e tosse,são os sinais mais comuns.Dificilmente haverá presença de secreção nasal.

O diagnóstico primário é feito pelos sinais respiratórios:Na ausculta os sons cardíacos estão abafados e os sons respiratórios aumentados dorsalmente e diminuídos ventralmente.A estabilização do paciente é fundamental para a maioria dos procedimentos diagnósticos,como radiografias e coleta de sangue.Recomenda-se a toracocentese mesmo nos quadros duvidosos,a retirada de líquido efusivo tanto fecha o diagnóstico como salva o animal.

Emprega-se um circuito com scalp 21,seringa de 10ml e torneira de três vias.Insere-se geralmente no hemitórax esquerdo,após tricotomia,na região do sétimo ao oitavo espaço intercostal,debaixo da junção costocondral.Deve-se retirar tanto quanto possível de líquido,separando-se amostras para cultura aeróbica e anaeróbica,além de avaliação citológica e bioquímica.Geralmente não é necessário sedação ou anestesia para o procedimento,ou pode-se fazer bloqueio com anestésico local.

O paciente deve ser testado para FIV/FeLV,piorando o prognóstico em casos positivos.

A antibioticoterapia deve ser baseada nos resultados das culturas bacterianas,entretanto antibióticos como a clindamicina,amoxicilina com clavulanato,ampicilina e aminoglicosídeos podem ser utilizados inicialmente.

Muito comumente a colocação de um dreno torácico é necessário para a lavagem e aspiração contínua ou periódica do conteúdo pleural.Utiliza-se sondas ou drenos de 10 a 16 French,fixando-se entre a sétima e oitava costela,sob anestesia geral com isoflurano.Insere-se fluido isotônico aquecido,na proporção de 10 a 20ml/kg de peso,aspirando-se logo em seguida.O dreno deverá permanecer por cerca de 5 a 10 dias,realizando-se o procedimento duas a três vezes ao dia.

O felino deverá ser acompanhado através de radiografias frequentes,exames hematológicos,fluido intravenosos,alimentação enteral e antibioticoterapia prolongada.Em casos mais raros há a recomendação de cirurgia torácica,para a exploração e retirada de focos encapsulados e até lobectomias de partes pulmonares afetadas.

Frequentemente o curso da terapia como dreno é de 10 dias,como o animal se recuperando bem e voltando à vida normal.




sexta-feira, 7 de agosto de 2009

FLUTD:O ABC do Felino Obstruído


Sabemos que a doença do trato urinário inferior dos felinos possui várias etiologias,mas o quadro emergencial é bem característico e comum.
Quando nos deparamos com um felino obstruído,muitas vezes pensamos logo em anestesiá-lo e sondá-lo o quanto antes.Esquecemos que o mesmo pode estar a dias sem urinar,com um grande desequilíbrio eletrolítico,alta desidratação,com uma insuficiência renal aguda e o pior,prestes a um colapso cardíaco devido a hipercalemia.
Entretanto,a primeira lembrança deve ser o ABC de emergência:"A" de ar(via aérea patente),"B"(boa respiração) e "C'(circulação).Rapidamente os parâmetros vitais devem ser verificados como a coloração das mucosas,a frequência cardio-respiratória e pulso.O animal deve receber oxigênio direto via máscara,tenda com um colar-elizabetano ou em uma câmara.
A fluidoterapia deve ser instituída prontamente,indica-se normalmente a solução fisiólogica ou ringer-lactato para a ressuscitação,aumentando a perfusão renal.O ideal é que o paciente seja acompanhado por eletrocardiógrafo e aferição de pressão central,evitando assim uma sobrecarga de fluido e íons.
O próximo procedimento, que é de suma importância,consiste na cistocentese,que deve ser feita antes de qualquer manobra de desobstrução uretral.O método é simples e dificilmente acarreta complicações,em vista que a bexiga nesses casos é facilmente palpável.Somente com a retirada desta urina represada na vesícula e com a soroterapia bem assistida,podemos salvar a vida de um felino obstruído,por que assim damos condições de os rins voltarem a "funcionar",diminuindo os danos da azotemia pós-renal outrora instalada.
Concluindo-se esta primeira etapa emergencial,podemos preparar a sondagem vesical.Para isso nosso paciente deve estar sedado ou anestesiado superficialmente,nunca deve-se tentar esse procedimento "a força",somente com contensão física,jamais!Pois a chance de perfuração e laceração uretral e peniana é grande.O proporfol é muito bem recomendado,mas pode-se utilizar anestésicos voláteis e dissociativos em doses mínimas.
O processo deve ser o mais asséptico possível,lavando-se previamente a região com soluções degermantes e usando-se luvas estéreis,diminuindo-se o risco de infecções urinárias iatrogênicas.O procedimento deve ser feito com cautela e paciência,não é necessário usar de força.Uma massagem na uretra peniana é importante,a maioria das obstruções ocorrem nessa área,podendo assim facilitar o desalojamento de tampões.Com um gel lubrificante a base de água,introduz-se a sonda gradativamente,o pênis deve ser extendido em direção caudal para que fique paralelo ao eixo da coluna vertebral,para assim diminuir a curvatura normal da uretra felina.Sentindo-se resistência,injetamos solução salina para a remoção de microcálculos e/ou plugs.
Na maioria dos casos,a sonda deve ser fixada.Dependendo do quadro de estrangúria,ela pode permanecer por até 48 horas.Durante este período a bexiga deve ser" lavada" com solução salina.É necessário que no período de pós-obstrução a fluidoterapia seja continuada ,com o cuidado de acrescentar o cloreto de potássio às soluções,combatendo à hipocalemia pós-obstrutiva.
Nos casos em que a sondagem não logrou éxito,a cistocentese pode ser repetida até duas vezes por dia,por no máximo 3 dias,até que que a manobra definitiva, cirúrgica ou não,possa ser realizada.
O controle da dor é fundamental,o Tramadol é muito bem utilizado.Cuidado com os anti-inflamatórios não esteróides,é muito perigoso usá-los em gatos obstruídos devido à debilidade da função renal.O ideal que se espere alguns dias para entrar com um protocolo à base de DAINES,caso necessário.Corticóides como a prednisona ,podem ajudar em casos de extrema inflamação uretral e estenose,entretando também podem piorar o quadro de disfunção renal e predispor o animal à infecções urinárias oportunistas,um gato enquanto sondado não pode receber corticóide.
Os antibióticos foram muito usados antigamente,mas atualmente sabemos que apenas 2% dos casos de FLUTD são devidos à infecções,comumente a urina é asséptica.A hematúria é devido a inflamação e a vasodilatação na mucosa da bexiga e não a processo infeccioso.Se o processo de sondagem foi com todos os cuidados de higiene ,não há motivos para a antibioticoterapia.Se houverem dúvidas em relação a isso,o recomendado é iniciar o fármaco depois da retirada da sonda,podendo-se basear em um resultado de cultura urinária.
Sabemos que todos nós poderemos ter vivências diferenciadas,com protocolos distintos e opiniões diversas.Mesmo não seguindo-se os guias(guideliness)recomendados pelos inúmeros estudos podemos ainda salvar vidas,porém,se os seguimos salvaremos muito mais!
O importante é conhecer também a multifatorialidade desta síndrome,sabermos as etiologias possíveis e investigar cada caso,trabalhando com a anamnese,exame clínico,laboratoriais e de imagens.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Informações para Proprietários:Guia do Felino Geriátrico


Os avanços na medicina veterinária,juntamente com o crescimento da qualidade dos alimentos e da indústria pet,têm favorecido o aumento da expectativa de vida dos gatos domésticos.Somando-se a isto,a maior preocupação e informação dos proprietários em relação ao bem-estar animal e ao próprio conceito de posse responsável,têm-se aumentado a população de gatos geriátricos notavelmente.Portanto,é importante que entendamos que tipos de alterações podem ocorrer em um felino "sênior" e como detectá-las precocemente.
A idade considerada geriátrica em gatos é a partir de 8 a 10 anos,onde as principais mudanças podem ocorrer.As afecções geralmente são crônicas e progressivas,com inícios sutis.Mesmo podendo ser simultâneas e múltiplas,separaremos para uma melhor compreensão:
*Alterações no Tegumento(pele) - Diminui a elasticidade,os pêlos ficam mais frágeis e opacos,geralmente o gato diminui o cuidado com a pelagem(grooming),o aspecto fica desgrenhado e até oleoso.Deve-se escová-los e ajudar na limpeza dos geriátricos.
*Alterações na cavidade oral - Os problemas dentários e bucais em gatos idosos são bastante comuns,podendo levar à grandes desconfortos até à falta de apetite total.Inflamações nas gengivas e reabsorção dentária são esperadas.Geralmente o animal reluta em abrir a boca e baba bastante quando tenta se alimentar,além de uma halitose bem característica.O recomendado é o condicionamento desde de filhote a escovação diária da dentição,prevenindo em grande parte estas afecções.
*Problemas Nutricionais - A maioria dos gatos senis diminuem o apetite,além de serem mais seletivos,por perderem um pouco da sensibilidade do seu olfato e paladar.Assim,a ração deve ser especial,com proteínas de alta qualidade,boa porção de fibras , um conteúdo mineral bem equilibrado e de alta palatabilidade.Pode ocorrer também a obesidade,cada vez mais comum,no caso da ingestão de alimentos inadequados e de alto teor calórico,associando-se com o sedentarismo,o que pode predispor a vários outras enfermidades.O ideal é fornecer uma ração para gatos "seniors", seguindo a quantidade diária recomendada,além de estimular o felino para jogos,sempre enriquecendo seu ambiente.
*Alterações Cardiovasculares - Pode ocorrer um aumento da pressão arterial,comumente devido à disfunções hormonais ou renais.O coração pode aumentar de tamanho com a idade,mas nem sempre associa-se com doenças.Mais uma vez a alimentação com ração de qualidade é importante,pois um aminoácido chamado Taurina é essencial para o bom funcionamento do coração,e só pode ser adquirido pelo alimento.
*Problemas Articulares - Já são bem conhecidos processos degenerativos das articulações no decorrer da idade,devido principalmente à diminuição da produção de colágeno e sulfato de condroitina.Os sintomas podem ser imperceptíveis,por causa da natureza felina e pela própria baixa atividade física na idade mais avançada.Mas disfunções como diabetes e obesidade podem agravar o quadro.Em casos mais graves,o gato pode deixar de procurar a liteira,devido à dor,eliminando seus dejetos em qualquer lugar mais acessível.
*Disfunções Hormonais - Hipertireoidismo: É a doença hormonal mais comum nos gatos.Alterações no apetite(aumento),atividade aumentada,ansiedade,agressividade,marcação territorial por urina ou fezes aumentada,emagrecimento,aumento da ingestão de água,pelame de má qualidade,diarréia e vômitos podem ocorrer.É importante a dosagem de T4 para o diagnóstico precoce,evitando-se maiores danos,principalmente a nível de coração e rins.
Diabetes Melito:Bastante associada à obesidade,o que aumenta a resistência das células à insulina.Os principais sintomas é também o aumento do consumo de alimento e água,emagrecimento,aumento da micção e problemas articulares.
*Problemas Renais - Alterações como diminuição do tamanho,diminuição da taxa de filtração e do fluxo sanguíneo são comuns e progressivas.É importantíssimo ter este conhecimento,principalmente antes da administração de medicamentos.Os exames específicos devem ser feitos o mais cedo possível,no máximo a partir de 10 anos,e repetidos frequentemente.
*Problemas Hepáticos - O fígado felino têm várias particularidades comparando-se com outros animais,e no gato geriátrico,ele deve ser tratado com muito mais carinho.Existem enfermidades inflamatórias típicas desta idade.Sintomas como vômitos frequentes,emagrecimento,falta de apetite e pele amarelada podem ser vistos.As dosagens periódicas das enzimas hepáticas podem facilitar o tratamento.
*Distúrbios Comportamentais - É importante diferenciar alterações comportamentais propriamente ditas das afecções orgânicas.Às vezes,a micção fora da caixa-de-areia pode ser devido à alterações no ambiente, que causam estresse no felino,assim como doenças do trato urinário inferior ou até hormonais,podem causar sintomas parecidos.
Há descrição de depressão felina,com sinais de mudança comportamental,como a falta de sono,confusão mental,deambulação e miados desesperados.Podendo também acontecer eliminações inapropriadas ou até ingestão de corpos estranhos.Novamente o veterinário irá descartar doenças em outros sistemas orgânicos,antes de estabelecer um tratamento.


O proprietário deve iniciar o programa geriátrico entre a idade de 8 a 10 anos de seu gato.As visitas ao veterinário deverão ser preferencialmente a cada 6 meses,incluindo:
#História comportamental;
#Exame físico completo;
#Medição de peso corporal;
#Ausculta cardiorespiratória;
#Hemograma Completo;
#Níveis séricos de creatinina,potássio,fósforo,cálcio,glicose,ALT,FA,GGT,T4;
#Aferição de pressão arterial;
#Urinálise.

Finalmente,sabemos que as mudanças físicas,clínicas e comportamentais são inevitáveis na senilidade.No entanto,JAMAIS A VELHICE SERÁ SINÕNIMO DE DOENÇA,com prevenção e tratamento prévio,a expectativa e a qualidade de vida de nossos animais sempre será maior.
Abraço!